Grupo 2 2019-2

De Projeto Paisagístico
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PAISAGEM RUA PARAÍBA

TP1 A

TERRITÓRIO

Primeira Análise

O espaço em análise consiste na Rua Paraíba no contexto da Savassi, sendo delimitado entre os quarteirões da Praça Tiradentes à Avenida do Contorno. A investigação fundamenta-se nas fachadas da rua e sua alteração nos últimos 10 anos, buscando entender os resquícios das características típicas da Savassi (pelo menos como a conhecemos hoje) e quais características de homogeneização tem tomado conta da paisagem (como a excessiva verticalização de edificações envidraçadas e sem fachada ativa).

TEMA

Linha do Tempo

Conforme os levantamentos fotográficos, feito durante visitas a campo em 2019 e coletado no Google Street View de 2009, foram confirmadas diversas suspeitas sobre as modificações das fachadas da rua: desaparecimento de diversas edificações tradicionais, substituição de estacionamentos no térreo para estacionamentos subterrâneos - dando espaço para a verticalização, fechamento de diversas aberturas e muramento das divisas laterais e frontais - perdendo contato direto com a rua, dentre outras relações. Esse estudo instigou a pesquisa para o TP1b sobre as legislações de Uso e Ocupação do Solo que permitiram essas alterações, buscando elementos que possam impedir a sucessão dessas transformações.

OBJETIVO

Compreender as mudanças aparentes das fachadas, leva-nos a uma investigação do mercado imobiliário e das legislações que levaram à conformação que hoje encontramos. Entender quais fatores influenciaram essas mudanças é fundamental para prevenir o cenário futuro, que parece caminhar para os grande enclaves fortificados, que negam totalmente a rua- indo na contramão da paisagem savassiana. Dessa forma, nossa pretensão é uma intervenção na linha do tempo nos dias atuais, visando concretizá-la futuramente, visto que as transformações já foram realizadas, e nosso objetivo é mais consoante com o impedimento dessa perpetuação.

JUSTIFICATIVA

Após analisar a linha do tempo em um recorte de 10 anos (2009-2019), observamos mudanças na paisagens que não gostaríamos que se tornassem rotina nas próximas décadas; nossa intervenção parte então para uma prevenção da descaracterização da Savassi. Através de diretrizes, queremos propor a preservação das fachadas ativas e das tipologias mistas, posto que consideramos estas como características tipicamente savassianas. Assim sendo, de acordo com a análise das legislações, iremos propor mudanças nos parâmetros urbanísticos que se tornaram por demais permissivos, gerando enfim uma imagem da paisagem mais condizente com o contexto e seu histórico.

TP1 B

TÍTULO

Paisagem Rua Paraíba

OBJETIVOS

Proposição de diretrizes para o uso e ocupação do solo na Rua Paraíba, buscando preservar a paisagem savassiana. Através de estudo da legislação, análise da ocupação ao longo do tempo e levantamento dos tombamentos, volumetrias e fachadas existentes, propõe-se: novos tombamentos para algumas edificações de relevância histórica e arquitetônica; manutenção das volumetrias de imóveis mais baixos e que apresentam relação ativa com a rua (através do IPTU reduzido e aplicação do ITBI); criação da ADE Savassi, com restrição da verticalização por meio do CA e limite de altimetria, uso obrigatório de fachada ativa, incentivo às galerias e pequenos negócios.

JUSTIFICATIVAS

Como já explicado no TP1 A, buscamos evitar a descaracterização da paisagem da Savassi que vem ocorrendo, trabalhando não apenas no plano de planta como também no plano vertical das fachadas, pensando tanto a altimetria quanto a permeabilidade, pois foi observado na palestra "Morte e Vida de Ruas Comerciais da Savassi" da Paula Barros, no Arquisur 2019, que a permanência das pessoas no bairro tende a ser estimulada tanto por meio das relações pessoais e afetivas geradas com os pequenos negócios, quanto através dos mobiliários públicos e dos próprios estabelecimentos comerciais. Assim, a proposta volta-se para o seu contexto e para as suas características históricas identitárias.

METODOLOGIA

Levantamento fotográfico em campo; levantamento fotográfico pelo Google Street View de 2009; pesquisa das leis de Uso e Ocupação do Solo de 1976, 1985, 1996 e 2010; mapeamento dos tombamentos existentes e propostos; mapeamento das volumetrias a serem conservadas; desenvolvimento da projeção futura das fachadas.