Grupo 4 2017-1

De Projeto Paisagístico
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Apresentação do Projeto

TEMA: Natureza Urbana e expansão do Eixo Sul: conceito de Geoparque aplicado à Mina da Águas Claras

TP1a

Para o desenvolvimento desta etapa do trabalho, primeiramente definimos o tema e a area de intervenção. A área escolhida tem como foco central a Mina de Águas Claras. Foi estabelecido que o principal objetivo do projeto seria estabelecer diretrizes que norteassem a ocupação de forma adequada, observando as questões ambientais correspondentes, e criar um foco de geoturismo para a área, que está de certa forma integrada ao Parque das Mangabeiras.
Como referencia, utilizamos o conceito de Geoparque e geoecoturismo. O objetivo deste tipo de turismo e intervenção é disseminar o conhecimento da geologia meio ambiente e sobre o patrimônio mineral que diz respeito a uma determinada comunidade. Estas atividades criam novos itinerários de visitação, incrementando a o turismo nas regiões.
Partindo destes conceitos e das referências encontradas na pesquisa, definimos possíveis produtos finais, como as diretrizes para implantação da proposta, que envolve um estudo preliminar de zoneamento e os potenciais usos.


APRESENTAÇÃO: TP1a - Mina Das Águas Claras

TP1b

Introdução

Este trabalho parte da análise do processo de expansão do eixo Sul, que interliga os municípios de Belo Horizonte e Nova Lima. É perceptível o tema da urbanização desenfreada na região e da ocupação que cada vez mais reprime os recursos naturais. Nesta área, o histórico de ocupação está estritamente ligado às atividades mineradoras, que exploraram a natureza ao extremo e deixaram como herança para a população uma Serra do Curral deteriorada e fragilizada, sem que seja adequado qualquer tipo de uso público.
Foi pensando nestes fatores, que a área escolhida para trabalho apresenta como foco central a Mina de Águas Claras. Por ser muito próxima a Belo Horizonte, trata-se de uma área suscetível à expansão da ocupação urbana. Ela abrange uma parte da área tombada da Serra do Curral e apresenta topografia muito acidentada.

AREA DE INTERVENCAO R02.jpg

Após observar aspectos da paisagem atual, nota-se a relevância dos escritório da empresa Vale, que está situados numa cota alta, próxima à mina desativada. Poderia, assim, ser proposto um acesso para visitantes, conjugado ao acesso da empresa, que levasse turismo até a área hoje esquecida e inativa. Na porção oeste da área delimitada, observa-se uma ocupação predominantemente verticalizada, onde se conhece por Belvedere e Vila da Serra, que é um tipo de ocupação não indicado para a topografia local, o que apenas reforça a tendência de expansão desordenada e despreocupada com as questões ambientais.
Apesar da vizinhança urbana e verticalizada, há também uma conexão dos limites da área definida com o Parque das Mangabeiras. Este aspecto transformou-se numa possibilidade de integração para a nossa proposta.

Conceitos e referenciais teóricos

Para a elaboração da proposta de projeto, partimos do conceito de Geoparque.
Geoparque é uma área significativa, com limites definidos, que apresenta relevância geológica, histórica, turística e científica para uma determinada região, além de garantir desenvolvimento econômico sustentável para a mesma. A principal ideia é tratar a modernidade de forma adequada, garantir identidade e marca mundial para estas áreas e mobilizar a população que pode usufruir daqueles benefícios.
As diretrizes para que uma proposta de geoparque seja certificada pela UNESCO e receba o título de "Geoparque Global" já são preestabelecidas:

1) Desenvolver e consolidar territórios de relevância geológica;
2) Liderar projetos de desenvolvimento sustentável;
3) Mobilizar as comunidades locais;
4) Implementar iniciativas de ensino e pesquisa.

A proposta do Geoparque Quadrilátero Ferrífero abrange aproximadamente 6.500 km² da região do Quadrilátero Ferrífero e a Mina das Águas Claras está inserida neste perímetro, fazendo parte das áreas de interesse geológico, propícias para a prática do geoecoturismo. Este tipo de turismo está ligado à utilização sustentável do patrimônio. Ele é ideal para que sejam disseminados conhecimentos científicos e históricos, importantes para tal região.
Desta forma, pode-se dizer que projetos similares atendem a diferentes interesses de diversos lados, sejam eles do governo, do público, ou das empresas privadas.

MAPA GEOPARQUE QUADRILÁTERO FERRÍFERO.jpg
Fonte: http://www.geoparkquadrilatero.org

Objetivos

O principal objetivo do projeto é estabelecer diretrizes que norteiem a ocupação de forma adequada, observando as questões ambientais correspondentes e criando um foco de geoturismo para a área, que está de certa forma integrada ao Parque das Mangabeiras. Estes objetivos estão fortemente relacionados à tentativa de recuperação de uma área já tão degradada como se mostra a região da Mina. A partir de uma tentativa de encerramento permanente das atividades que em nada colaboram para a preservação ambiental, propõe-se a reabilitação do espaço para uso da população, partindo de diretrizes que atraiam o turismo e garantam o desenvolvimento através de uma conservação inteligente.
Sendo assim, este trabalho apresenta como objetivo principal o estudo das possibilidades de aplicação dos conceitos do Geoparque para a área, demostrando que é possível recuperar esta área de grande importância geológica com intervenções mínimas. É possível garantir qualidade paisagística, ambiental e espaços públicos de adequados para a região de Nova Lima e sul de Belo Horizonte.

Metodologia

Para que o projeto fosse desenvolvido, o grupo estabeleceu alguns produtos para que se chegasse ao resultado final, que é a proposta do parque:
- Análise das referencias de propostas similares, assim como dos conceitos de aplicação de um Geoparque.
- Estudo geológico e ambiental da região da Mina das Águas Claras. Este produto está diretamente ligado às informações que iríamos inserir no folder de sua divulgação
- Programa baseado nas diretrizes estabelecidas pela UNESCO.
- Folder contendo: um mapa síntese turístico, com os principais pontos do parque; infográficos com informações científicas e históricas da região; linguagem gráfica própria para divulgação.
- Mapa geral explicitando mais detalhadamente o programa do parque.

Diretrizes

Estando a área inserida geograficamente no que se denomina como Geoparque Quadrilátero Ferrífero, as diretrizes estabelecidas para a implantação do parque devem servir ao desenvolvimento econômico local. O parque não seria, portanto, apenas uma unidade de conservação, mas sim uma forma de devolver à população investimentos, espaços públicos de qualidade e desenvolvimento sustentável.

1. Preservar o patrimônio geológico da região da Mina das Águas Claras
Geoconservação. O patrimônio geológico deve ser conservado de forma que gerações futuras possam ter acesso a ele, o que favorece tanto à ciência quanto à construção da identidade local.

2. Incentivar projetos de disseminação de informação quanto à importância ambiental e histórica da área
Os projetos de incentivo à disseminação da informação são essenciais para que o local popularize-se como um espaço público propício ao uso da comunidade local. Isso também ajuda na divulgação da Mina como um ponto turístico importante e atrai investimentos para a região, sejam eles relacionados à pesquisa ou à potencialização da economia local.

3. Incentivar a pesquisa voltada para geociências
Sendo a Mina das Águas Claras um ponto de interesse geológico, é interessante que ele se torne também um ponto de apoio à ciência e à pesquisa. Trata-se de uma região muito rica em história geológica, sendo assim o campo perfeito para o desenvolvimento de pesquisas na área.

4. Criar foco de geoturismo na área, integrando o geossítio da Mina ao Parque das Mangabeiras
A valorização do geoturismo reforça o desenvolvimento sustentável e a identificação da população com o local. Isso insere na mente das pessoas o imaginário de preservação e respeito ao meio ambiente.

5. Atrair capital privado para a região
O geoturismo estimula a atividade socioeconômica e a criação de novos empregos na região. Além disso, com a definição de que seria a empresa Vale responsável pela implantação do parque, pode-se dizer que o capital privado passaria, assim, a ser investido de forma adequada e sustentável. Ao requalificar a área e possibilitar práticas turísticas conscientes, a empresa devolveria à população um espaço que faz parte do patrimônio geológico nacional.

Programa

1. Utilização da infraestrutura já existente da empresa Vale para instalação de estruturas de apoio ao geoparque e um Instituto de pesquisas geológicas;

2. Implantação de estrutura esportiva (quadras, trilhas, pistas de caminhada) visando atingir maior público, conciliando as atividades de lazer e preservação ambiental;

3. Articulação de acessos e continuidade com o Parque das Mangabeiras, promovendo uma sucessão de espaços públicos;

4. Integrar via de acesso privada da Vale com estrutura viária de Nova Lima;

5. Obtenção de recursos através de parcerias público/privada com a mineradora e outros possíveis investidores;

6. Enfatizar as relações intrínsecas entre pessoas, topografia, fauna e flora;

7. Criação de equipamentos públicos sustentável, aliando requalificação urbana, recuperação ambiental e gestão de recursos;

8. Criação de espaços que abrigarão quadras polivalentes, de futebol, playgrounds, academia da terceira idade, academias ao ar livre, ciclovia e estações de bicicleta, área para prática de esportes radicais, trilhas entre outras atividades.

Simulações


IMPLANTAÇÃO

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CORTES

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FOLDER

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Conclusão

A revitalização proposta da região da Mina das Águas Claras, transformado-a no Geopark Mina das Águas Claras, provém equilíbrio à expansão urbana do eixo sul. A devolução da área para a população, com a criação de um novo espaço público de permanência, pesquisa, preservação, educação e lazer se contrapõem às pressões do mercado imobiliário para verticalização da região. A integração da área com áreas de preservação já existentes, como o Parque das Mangabeiras e a Mata da Baleia gera um parque de grande relevância não só para o município, tornado-se uma região de turismo nacional. Os acessos possíveis por diversos locais da cidade atendem a diferentes localidades e as trilhas internas permitem interconexão entre eles.

Acreditamos que a implantação do Geopark é a solução para do processo de recuperação da paisagem natural conjugada com a paisagem urbana.A estratégia escolhida envolve reaproveitar as instalações já existentes da Vale e realizar intervenções pontuais para equipamentos de lazer, assim ela respeita o sítio fragilizado e toma partido do histórico de exploração mineral, em uma área de uso público, de usufruto da população.

Projetos de referência

Como exemplos de reabilitação de antigas áreas de mineração com a criação de parques, encontram-se em Curitiba o Parque Tanguá, o Parque das Pedreiras e o Bosque Zaninelli.

PARQUE TANGUÁ

Inaugurado em 1996, abrange uma área de 235 mil m². O parque preserva áreas verdes próximas à nascente do Rio Birigui, com araucárias. Possui uma cascata, dois lagos e um túnel artificial, além de mirante, ciclovia, pista de cooper, lanchonete e estacionamento. Na área superior localiza-se o Jardim Poty Lazzarotto, o qual foi inaugurado em 1998.

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PARQUE DAS PEDREIRAS

Inaugurado em 1992, o Parque das Pedreiras engloba a Ópera de Arame - com capacidade para 2.400 espectadores - construído em estrutura tubular e teto transparente e a Pedreira Paulo Leminski com Espaço Cultural de obras, fotos e histórias do poeta e intelectual e palco ao ar livre para 30 mil pessoas. É cercado por um paredão rochoso de 30 metros, o que auxilia na sua qualidade acústica.

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BOSQUE ZANINELLI

Antiga área de exploração de granito com 37 mil m², o bosque preserva a mata nativa e apresenta uma passarela que leva à pedreira e ao lago. Abriga também a Universidade Livre do Meio Ambiente.

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Detalhe Individual

- Ana Paula Pereira: Pesquisa de informações, elaboração do layout do Folder, seleção de projetos de referência.
- Anna Barbi: elaboração do programa e implantação geral do parque.
- Izabela Veloso: elaboração do programa e implantação geral do parque.
- Jane Elisa Guimarães: Pesquisa conceitual, diagramação do folder e elaboração do mapa síntese do mesmo.
- Libner Melo: Elaboração dos cortes esquemáticos e perspectiva, seleção de imagens referentes ao programa do projeto.

Apresentação resumida

Referências

http://www.curitiba-parana.net
http://www.cprm.gov.br/publique/Gestao-Territorial/Geoparques-134
http://www.geoparkquadrilatero.org
http://www.archdaily.com.br/br/801085/projeto-de-reutilizacao-da-agua-do-sydney-park-turf-design-studio-environmental-partnership-alluvium-turpin-plus-crawford-dragonfly-and-partridge
http://www.archdaily.com.br/br/789177/parque-madureira-ruy-rezende-arquitetos
http://www.archdaily.com.br/br/798623/parque-alberto-simoes-idom
http://www.archdaily.com.br/br/801152/parque-olimpico-drapers-field-kinnear-landscape-architects
http://www.archdaily.com.br/br/789112/eastside-city-park-patel-taylor
http://www.archdaily.com.br/br/799412/parque-fluvial-padre-renato-poblete-boza-arquitectos ttp://www.archdaily.com.br/br/770159/parque-da-amizade-marcelo-roux-plus-gaston-cuna