Usuário:Anajulia

De Projeto Paisagístico
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Yona Friedman - Vídeos

Architecture Without Buildings

Ville Spatialle

About The City

Urban Space - UNESCO

A megalopolis without building: Metropole Europe


Yona Friedman é arquiteto, planejador urbano e designer. Os vídeos de Balkis Productions são compilações de desenhos feitos pelo arquiteto a fim de montar uma narrativa. Em seus vídeos, Yona Friedman expõe sua interpretação a respeito do modo como a cidade e a arquitetura devem ser abordados. Os vídeos mostram uma outra maneira de pensar na formação do espaço e na arquitetura, mostrando como a dinâmica das cidades e os hábitos da população mudaram com tempo influenciam na necessidade de repensar a arquitetura.

No vídeo “Architecture without a building”, Yona argumenta que há muita coisa construída e, portanto, devemos encontrar a melhor maneira de exercer a arquitetura e o urbanismo, procurando organizar o que já existe - a fim de estabelecer novos usos e quando a construção se tornar necessária, fazer de modo que ela seja temporária ou flexível - para abraçar outros usos. Nessa abordagem, Yona também incentiva o uso dos espaços públicos para atividades que ocorrem em edificações com uso específico - como mover as exposições dos museus para as ruas.

Já no vídeo “About the city”, ele retoma a ideia de que a terra está ‘superconstruída’, reforçando o conceito de cidade compacta. Concluindo também que as novas cidades independem da densidade para funcionar corretamente e que as novas cidades são redes de cidades pré-existentes.

O mais interessante dos vídeos de Friedman é que além de idealizar uma nova dinâmica para as cidades, ele consegue mostrar para os arquitetos urbanistas seu papel nessa transformação e indica circunstâncias - com as devidas soluções, onde seus conceitos poderiam ser aplicados. Yona mostra que a beleza da arquitetura vai além da forma, estando muito mais no conteúdo e nas possibilidades de uso dos edifícios e da cidade.


Jane Jacobs - O tipo de problema que é a Cidade

Jane Jacobs foi uma jornalista cuja obra mais conhecida é “Morte e Vida de Grandes Cidades”, na qual teoriza sobre a produção do espaço urbano, criticando os conceitos modernistas de divisão espacial. No capítulo 22 – “O tipo de Problema que é a Cidade”, ela observa que os problemas urbanos são erroneamente identificados e, portanto, equivocadamente analisados.

Os tipos de problemas e questões da ciência são divididos em três categorias; simplicidade elementar; complexidade desorganizada; e complexidade organizada. Historicamente, tratou-se cada aspecto da cidade isoladamente como uma série de problemas de simplicidade elementar. Abordagem falha segundo a autora, visto que não há como separar questões aparentemente distintas no contexto urbano, como mobilidade e habitação.

Sendo assim, começou-se a tratar a cidade como uma questão de complexidade desorganizada, no entanto não há nada de acidental ou irracional na maneira como esses fatores se influenciam mutualmente. Deve-se portanto, entender a cidade como um problema de complexidade organizada, em que as variáveis são diversas e estão inter-relacionadas num todo orgânico.


Grupo 3 - Impactos da Verticalização no Vila da Serra

TP1a

O objetivo da análise histórica da ocupação da região do Vila da Serra e do Vale do Sereno é estabelecer uma comparação entre os parâmetros urbanísticos para a área no momento do seu parcelamento e as características atuais do bairro. Através da análise de mapas e fotos ao longo do tempo, bem como uma análise crítica das legislações de uso e ocupação do solo da região. Desse modo, almeja-se determinar, “como”, “quando” e “porque” ocorreram essas mudanças que geraram espaços públicos deficitários e inóspitos. Gerando assim uma proposta de parâmetros urbanísticos “ideais” para a região. Investigando também o que aconteceu com as áreas de preservação ambiental da região durante o processo de verticalização.


TP1b

O parcelamento Vila da Serra e Vale do Sereno, localizado na região oeste de Nova Lima, é fortemente influenciada pela proximidade da zona sul de Belo Horizonte. Essa região apresenta vocação para o comércio e serviços de amplitude metropolitana, principalmente com equipamento de educação e saúde, assim como para a instalação de sedes de empresas: já existem três hospitais privados, com convênios municipais, e duas Faculdades instaladas, além de diversos edifícios de escritórios.

Há uma tendência de verticalização da área decorrente da valorização dos terrenos (tanto para usos comerciais como residenciais), seguindo o modo de ocupação do Belvedere III no limite de BH. Efetivamente, essa região de Nova Lima sofre intensa influência no padrão de ocupação de Belo Horizonte, sendo considerada pelo setor imobiliário a área mais nobre de BH. Os lançamentos imobiliários que se derramam deste lado da serra do Curral, são considerados pelos empreendedores, como prolongamentos da Capital, escondendo-se o fato deles se situarem no município de Nova Lima. O mercado imobiliário se beneficia na região devido a uma maior permissividade na legislação de Nova Lima em comparação à legislação de Belo Horizonte, durante o processo de ocupação da região, houve inúmeras emendas no zoneamento urbano, sendo aprovadas caso a caso ao longo dos anos.

O Vila da Serra e o Vale do Sereno estão localizados no zoneamento da Zona Especial de Expansão Urbana - ZEEU, que permite uso comercial, serviços e institucional, local, de bairro e principal e residencial unifamiliar e multifamiliar. O coeficiente de aproveitamento é 2,4.

No início da ocupação era permitido somente ocupação unifamiliar, com a pressão do mercado imobiliário, principalmente oriundo de Belo Horizonte, a lei passou a ser mais abrangente, mesmo o local não tendo infraestrutura sanitária e viária preparada para isso. Há processos erosivos em curso e processos de assoreamento de drenagens em vários pontos do território. As características geológicas do sítio urbano favorecem a geração dos processos erosivos e os parâmetros atuais da legislação de uso do solo não são considerados ambientalmente adequados. Foram aprovados vários loteamentos sem as devidas condições de saneamento ambiental e de infra-estrutura. Muitos desses lotes já foram vendidos, encontram-se abandonados e estão gerando muitos processos na prefeitura, já que o Decreto Federal 750 garante a proteção de vegetação de mata impedindo que proprietários de áreas já loteadas possam construir.

A ocupação da região foi rápida, de grande adensamento, sem grande estudo de urbanização ou plano de proteção ambiental. A ocupação no Vale do Sereno começou em 1966 e no Vila da Serra em 1981, mas foi a partir do ano 2000 que seu adensamento foi considerável.