Usuário:Danielle Amorim

De Projeto Paisagístico
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Resenha dos Vídeos Yona Friedman

Yona Friedman, um arquiteto Francês, se tornou referência entre as décadas de 1950 e 1960, através de ideologias inovadoras perante a arquitetura, sua função e suas diferentes possibilidades. Portanto, sempre interagia a arquitetura com a cultura e o futuro dos projetos e dos processos de criação. Isso foi possível perceber nos cinco vídeos propostos pelo Professor Marcelo Reis: “Architecture Without a Building”; “About City”; “Urban Space- UNESCO”; “1950-2000, Life Condition”; e “Ville Spatiale”.Os quatros primeiros vídeos abordam as questões da cidade para o arquiteto enquanto o último “Ville Spatiale” trata um pouco sobre a representação da arquitetura e a linguagem para a comunicação da arquitetura com os usuários.

A ideia de cidade para Yona Friedman se transforma constantemente. Se percebe que na contemporaneidade a cidade é excessivamente construída, o que é fruto, muitas vezes, da tecnologia que deturpa essa necessidade de construção e parcelamento, segundo os vídeos “Architecture Without a Building”e “About City”. Por isso, a tecnologia deveria ser utilizada para inovar a ideia do urbano e promover uma cidade virtual, no sentido de uma cidade de conexões e com o menor número de construções possíveis, os non-buildings, descritos no primeiro vídeo. Assim, é preciso repensar o papel do arquiteto, que se transformaria de projetista para um planejador e um ator da otimização de gastos, funções e espaços na cidade globalizada.

Os vídeos seguintes, “Urban Space- UNESCO” e “1950-2000, Life Condition” complementam os anteriores, uma vez que apresentam soluções mais práticas para essas questões teóricas abordadas. O primeiro enfatiza a importância da participação popular nesse processo de produção da cidade, pois é para ela que o espaço e a arte são construídos. Um dos exemplos de espaços a serem explorados são os espaços públicos que são espaços abertos a constante produção, o que demonstra a importância de um programa para além da construção. Já no vídeo “1950-2000, Life Condition” propõe-se que os novos projetos devem abranger diretrizes tais como: construir com menor densidade, mais inteligência e melhores conexões; e, se possível, sempre objetivar melhorar o espaço já construído se encaixando na demanda da comunidade.

O vídeo final, “Ville Spatiale”, é uma exposição, realizada pelo arquiteto, de uma construção que representa em menor escala os princípios e o funcionamento de uma megaestrutura. Esse exemplo é utilizado como uma forma de demonstrar que a estrutura arquitetônica não precisa ser algo rígido, e sim, pode ter seus padrões e elementos relacionados entre si de forma flexível. Além disso, a arquitetura como uma forma de arte, se diferencia da escultura justamente por essa flexibilidade, uma vez que é um espaço interativo para além da contemplação, e, assim, possibilita a sua transformação constante.

Por fim, percebe-se que Yona Friedman possui uma visão arquitetônica muito futurística e que se mantém como forte discussão na atualidade. Suas abordagens são bem coerentes e didáticas, e ilustram uma das principais questões a serem pensadas: Qual é a cidade que queremos construir? Qual é o papel do arquiteto? E como seria a arquitetura no processo de formação de um espaço não construído?