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De Projeto Paisagístico
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RESENHA DOS VÍDEOS | Yona Friedman

  • Architecture Without Buildings.
  • Ville Spatialle.
  • About The City.
  • Urban Space - UNESCO.
  • A megalopolis without building: Metropole Europe.


Os vídeos de Yona Friedman criticam o modo como os arquitetos interpretam as necessidades humanas e as "transformam" em prédios, cidades, países. Crítica a super ocupação das cidades com espaços que poderiam ser condensados e aprovetados para diversos usos ao invés de criarmos arquiteturas específicas e engessadas em torno do "programa" que nós, arquitetos, impomos para elas.

Com o passar do tempo, os arquitetos, urbanistas, designers, perderam a capacidade de absorver e aprender com as formas mais cotidianas das pessoas de habitar um espaço e começaram a acreditar que devem criar o modo de ocupar o espaço. Entretanto, a melhor forma de compreender as necessidades de uma população é observando suas formas mais simples de viver.

Exemplos distintos que refletem esse pensamento de Yona Friedman são o Museu do Amanhã, de Santiago Calatrava, e as ocas e tribos indígenas. O museu criado por Calatrava é muito grande e serve a um único propósito: o de expor obras de arte e ser um monumento na paisagem, como se desta maneira a região fosse “valorizada”. Já as formas de habitar indígenas são condensadas e pouco modificam o meio em que se inserem. As ocas são grandes formas geralmente ovais e sem divisões internas. Nelas, os indígenas dormem, cozinham etc. Esta é a prova de que os humanos não precisam de espaços segmentados para cada uso específico. As aldeias indígenas funcionam tanto no âmbito mais privado (ocas) quanto no coletivo.

Outra questão fundamental que os vídeos de Yona remetem é: para quem a arquitetura é feita? Na maioria dos casos, os arquitetos fazem edifícios e cidades “para os olhos” e não para pessoas. Nem sempre o modo de viver de cada um é atendido por o que uma outra pessoa pensou e, portanto, seria muito melhor se o programa/modelo dos espaços fosse feito em conjunto com os usuários ao invés de desenvolvido por um grupo de arquitetos, urbanistas, engenheiros, entre outros.