Usuário:Gabriela Novaes

De Projeto Paisagístico
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PESQUISAS SOBRE A ÁREA DE TRABALHO DO GRUPO 4:

Mineiração Lagoa Seca - belvedere

  • Imagem com área explorada pela mineração Lagoa Seca: [1]

A mineração Lagoa Seca está dentro da nossa área de trabalho. Desde abril de 2012 as atividades à Céu aberto da mineradora estão suspensas, mas em 2013 ainda havia trabalho subterrâneo com licenciamento. [2]

Existe um projeto de criação do parque lagoa seca.

  • Site do Projeto: [3]
  • Noticia sobre o Projeto: [4]


Dificuldade de acesso ao Belvedere e Sion

Os moradores e usuários do Belvedere enfrentam uma grande dificuldade de acesso ao bairro uma vez que o único caminho alternativo à Avenida Nossa Senhora do Carmo, também já está saturado. Falta ingraestrutura viária de ligação do Belvedere com o Sion. A avenida Bandeirantes e a patagônia ficam inviável em horários de pico.

Tal situação evidencia a falta de planejamento integrado entre mobilidade urbana e ocupação do solo. E os impactos da lentidão do tráfego são sentidos até a entrada de Nova Lima, na região metropolitana.

O Belvedere é um caso típico de ocupação urbana que veio à frente da infraestrutura. E essa ocupação pode se tornar um empecilho já que a desapropriação seria muito cara para o município, caso queira fazer alguma obra", avaliou o doutor em planejamento em transportes e trânsito Paulo de Tarso Resende. Dados da BHTRANS indicam um fluxo diário de aproximados 60 mil veículos na Luiz Paulo Franco, dos quais 24 mil seguem para Nova Lima.

Um grande problema sempre citado pelos moradores da região tembém é o acesso do bairro à cidade de Nova Lima (reportagem do jornal belvedere: [5]). Existe um projeto para melhoria do acesso do Bairro Belvedere à Nova Lima, através de viadutos e alças de acesso (reportagem do jornal belvedere: [6]), porém pouco é falado da melhoria do acesso do bairro às outras regiões de Belo Horizonte.

  • Reportagem do Jornal o Tempo sobre o tema: [7]
  • Noticia da BH Trans sobre o tema: [8]

URBANIZAÇÃO DESORDENADA/ PAISAGEM:

Uma das grandes dificuldades no cenário ambiental é a urbanização desordenada, apresenta-se de forma efetiva com um problema crítico confirmado em diversos estudos e análises de pesquisadores que evidenciam os adensamentos populacionais pressionando a infra-estrutura urbana, degradando ambientes naturais e/ou construídos pelo homem e gerando diversos tipos de poluição.

O bairro Belvedere é um bom exemplo desse caso, "sobretudo pelo seu entorno no eixo Sul da cidade, que compreende além de outros bairros, os condomínios dos municípios de Nova Lima, Brumadinho e Rio Acima, e ainda empreendimentos como hospitais gerais, shopping centers, concessionárias e revendedoras independentes de veículos, hipermercados, diversos supermercados de médio porte e escolas, inclusive Campi universitários, estes, ainda no sítio urbano da Capital, como os Centros Universitários UNI-BH, Faculdade Newton Paiva e UNA, ambos no vale do Córrego do Cercadinho, entre os bairros Estoril e Buritis. Neste contexto, observa-se paralelamente ao crescimento imobiliário acelerado, ações do Poder Público, sob a pressão de cidadãos, acerca de obras viárias, de drenagem e manutenção de áreas de preservação permanente a fim de minimizar estes impactos e mitigar riscos de colapsos ambientais." (Pesquisa e tese sobre Ocupação do Bairro Belvedere III: Histórico e Aspectos Legais Belo Horizonte/Minas Gerais/Brasil [9]).

Por estar situado próximo a uma área de interesse ambiental (preservação das nascentes e da biodiversidade contíguas à Mata do Jambreiro) e paisagístico (preservação da vista para Serra do Curral, patrimônio tombado por lei), era área de intensa especulação imobiliária na década de 1980. Sua localização privilegiada e a legislação de uso e ocupação do solo restritiva eram ponto de conflito entre interesses públicos e privados. [10]

O Belvedere foi uma inovação espacial surgida a partir de alterações na legislação urbanística do município produzindo uma imensa valorização do capital imobiliário ali investido. Esse processo ocorreu num contexto de discussão de política urbana e de novos instrumentos urbanísticos no âmbito da elaboração da constituição. [11]


A Vila Acaba Mundo:

O início da ocupação da Vila Acaba Mundo ocorreu em meados das décadas de 40 e 50 com as atividades da Mineradora Lagoa Seca. A empresa criou projeto de moradia para os trabalhadores que vieram do interior do estado, loteando a parte superior da área, na rua Corrêas. Com as intensas chuvas que caíram sobre a cidade no final dos anos 70 parte do aterro da Rua Corrêas desabou, soterrando várias casas e deixando muitos desabrigados que iniciaram a ocupação da parte inferior da rua, no limite com o bairro Mangabeiras.

A origem do nome foi o fato da área, naquela época, estar situada em local afastado e ser cortada por córrego com nascente no alto do morro próximo à mineração.

No início da década de 70 foi criada a Associação dos Moradores da Vila Acaba Mundo. Reunidos na entidade os moradores se empenharam para a canalização do córrego. Outra mobilização foi pela organização da ocupação da área, que se encontrava em ritmo acelerado por causa dos desabrigados pelas chuvas e o desemprego na Mineradora.

Em 1984, em parceria com a UFMG, foram desenvolvidos dois importantes projetos: a reconstrução do Centro Comunitário e a interligação da Vila com o entorno por um pontilhão de ferro, este inviabilizado devido ao acesso precário que impediu o transporte da estrutura. No final da década de 80 a Vila Acaba Mundo ganha várias melhorias como a pavimentação dos Beco dos Desenganos e do Beco da Mina, implantação de rede de água, de esgoto e iluminação pública. Ainda nessa época tem início o projeto “Ordenação do Espaço Vivencial” com a participação da UFMG, Urbel, Sudecap e comunidade.

Em 1997 os moradores se movimentam em defesa do meio ambiente. A mobilização culmina num acordo entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Mineradora Lagoa Seca, com esta assumindo indenizar os danos causados, investindo em melhorias como a implantação de saneamento básico em toda a vila em parceria com a Copasa. (Fonte: Plano Global Específico (PGE) da Urbel - abril/2007 [12]).

Dados da Vila Acaba Mundo: Área: 35.313 m2 População: 1.346 habitantes Número de domicílios: 371

"A região onde esta localizada é uma das mais valorizadas da cidade, sofrendo desse modo um grande impacto da especulação imobiliária e outros conflitos na esfera pública. Os moradores da Vila Acaba Mundo enfrentam, assim, cotidianamente a luta para assegurar suas moradias, e encampam em suas relações sociais o direito por frequentar e habitar o urbano.

O direito a moradia não está assegurado efetivamente para toda a Vila, devido às ameaças vindas do mercado imobiliário e da situação socioeconômica de seus moradores que lutam com ferramentas coletivas e individuais para melhorar a sua condição de vida. Por isso, envidamos esforços para que toda a Vila alcance o seus direitos por meio dos diversos instrumentos jurídicos disponíveis, pelo atendimento psicossocial e jurídico e pela ampliação das parcerias com a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, Laboratório UaiPSô, da Faculdade de Arquitetura da Universidade UNA, Faculdade de Arquitetura da Universidade Fumec, Projeto Praxis da Escola de Arquitetura da UFMG, Laboratório de Cartografia do IGC UFMG." [13]

Em 2015, alunos da universidade UNIBH fizeram um trabalho eem uma nascente próxima à vila Acaba Mundo. A nascente fica à apenas 1 km da avenida Bandeirantes. A ação se baseou basicamente em capinação do mato e plantio de árvores nativa e frutíferas, além da conscientização da população sobre a importância da área. Segundo o estudante Davi Correa, é preciso manter uma manutenção para que área continue sendo uma área de preservação ambiental. [14]


O Zoneamento da área de trabalho:

A nossa área de trabalho está situada em três zonas, segundo LUOS de Belo Horizonte: ZP1, ZP2 e ZPAM (Zona de Proteção 1 e 2 e Zona de Preservação Ambiental).

--> ZP1: regiões, predominantemente desocupadas, de proteção ambiental e preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico ou em que haja risco geológico, nas quais a ocupação é permitida mediante condições especiais; Coeficiente de Aproveitamento: 0,3 Cota de terreno por unidade habitacional: 2.500 m²/un Taxa de ocupação: 0,2 Taxa de permeabilidade: 70% Altura máxima na divisa: 5,0

--> ZP2: regiões, predominantemente ocupadas, de proteção ambiental, histórica , cultural, arqueológica ou paisagística ou em que existam condições topográficas ou geológicas desfavoráveis, onde devem ser mantidos baixos índices de densidade demográfica; Coeficiente de Aproveitamento: 1,0 Cota de terreno por unidade habitacional: 1.000 m²/un Taxa de ocupação: 0,5 Taxa de permeabilidade: 30% Altura máxima na divisa: 5,0m

--> ZPAM: ão ZPAMs as regiões que, por suas características e pela tipicidade da vegetação, destinam-se à preservação e à recuperação de ecossistemas, visando a: I - garantir espaço para a manutenção da diversidade das espécies e propiciar refúgio à fauna; II - proteger as nascentes e as cabeceiras de cursos d'água; III - evitar riscos geológicos. É vedada a ocupação do solo nas ZPAMs, exceto por edificações destinadas exclusivamente ao seu serviço de apoio e manutenção. Coeficiente de Aproveitamento: 0,05 Cota de terreno por unidade habitacional: - Taxa de ocupação: 0,02 Taxa de permeabilidade: 95% Altura máxima na divisa: -


  • Mapa Zoneamento Vigente de Belo Horizonte: [15]
  • Do Zoneamento de Belo Horizonte: [16]
  • Parâmetros Urbanísticos do Zoneamento de Belo Horizonte: [portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/files.doevento=download&urlArqPlc=Texto_Base_Zoneamento_Parametros_Urbanisticos.pdf zp 1]


ALTERNATIVAS DE USO PARA ÁREAS EXPLORADAS POR MINERAÇÃO:

"Os efeitos desses processos modificadores no meio ambiente são promovidos em escalas pontuais até escalas regionais, promovendo a supressão da vegetação, alterando drasticamente a paisagem e perturbando totalmente o ecossistema " [17]

A recuperação dessas áreas, conforme o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA (1990) pode ser definida como um processo de reversão de tais áreas em terras produtivas e auto-sustentáveis, de acordo com uma proposta preestabelecida de uso do solo podendo chegar ao nível de uma recuperação de processos biológicos – sendo assim chamada “reabilitação” –, ou mesmo aproximar-se muito da estrutura ecológica original – “restauração”.

As áreas mineradas podem ser recuperadas para atividades turísticas, agropecuárias, florestais, recreativas, bem como para a conservação da flora e fauna silvestres (GRIFFITH, 1981). No entanto, a recuperação natural dessas áreas é, em geral, muito lenta. Em alguns casos, o processo de degradação agrava-se com a intensificação da erosão e aparecimento de voçorocas (LEITE, 1992).

Alternativas para a área explorada pela mineração Lagoa Seca na nossa área de trabalho:

  • Turismo
  • Aterro Sanitário
  • Manejo e Recuperação
  • Áreas de Preservação Ambiental
  • Áreas de pastagens para animais

Como a área explorada pela mineração lagoa seca está muito próxima do meio urbano, acredito que o aterro sanitário deve ser descartada como opção, uma vez que aterros normalmente estão mais afastados das cidades para evitar proliferação de vetores de doença, poluição ambiental e até trânsito causado pelos caminhões de lixo (lembrando que esse já é um problema destacado na nossa área). Outra opção que também não faz muito sentido é a última, área de pastagem para animais, pelo mesmo motivo da proximidade com a cidade e o pouco uso que ela teria.

Acredito que as outras três opções podem ser usadas em conjunto, poderíamos fazer o manejo e a recuperação da área [18] ara que essa se torne uma área possível de plantio de especies nativas, recuperando um pouco a passagem da serra, e criando um parque, que é desejo de muitos usuário da região e seria uma APP. O parque, além de causar uma melhoria nas condições ambientais da região, poderia ser integrado com um empreendimento turístico, o que poderia levar um novo tipo de uso à área.

O Turismo minerários tem demanda mundial e poderia ser, por exemplo, a criação na área de mineração de museus que contam a história de exploração e caminhadas por minas fechadas. "O Turismo nestas áreas pode estimular a economia e incentivar o uso e a reutilização de áreas naturais que foram prejudicadas de alguma forma por atividades antrópicas. Sob este cenário, é possível agregar novamente valor econômico, social e cultural nestes locais melhorando a qualidade de vida da comunidade do entorno e da sociedade" [19]