Usuário:Luiz Costa

De Projeto Paisagístico
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Trabalho Pratico

- Tema: Verticalização de Nova Lima: Historia, confrontos e Relação publico e privado


- Análise crítica do crescente processo de verticalização na porção norte do município de Nova Lima, principalmente nos bairros Vila da Serra e Vale do Sereno. O estudo da área, pelos seus aspectos físicos, históricos, geográficos e socioeconômicos, assim como a partir da comparação da região com bairros de Belo Horizonte. Desse modo, visamos entender como Nova Lima poderia ter tido seu crescimento em uma escala mais humana, integrando o público e privado de forma mais eficiente e agradável.


MAPEAMENTO DA ÁREA

Entendimento da região, pelos aspectos físicos e geográficos, com a demarcação de centralidades, pontos estruturadores, declividades, facilitadores de trânsito, áreas públicas/privadas e áreas verdes. Considerandos os impactos ambientais advindos da verticalização e entendendo os paliativos e as medidas tomadas pela prefeitura para amenizar esses impactos. Com isso iremos entender a relação do uso das ruas, quais os níveis de integração entre público e privado, para possibilitar comparações futuras. O mapeamento dessas informações permitirá um entendimento global da dinâmica dos bairros para que possamos analisar o crescimento da área.


ANÁLISE HISTÓRICA

Comparação entre os parâmetros urbanísticos para a área no momento do seu parcelamento e as características atuais do bairro. Através da análise de mapas e fotos ao longo do tempo, bem como uma análise crítica das legislações de uso e ocupação do solo da região. Desse modo, almeja-se determinar, “como”, “quando” e “porque” ocorreram essas mudanças que geraram espaços públicos deficitários e inóspitos. Gerando assim uma proposta de parâmetros urbanísticos “ideais” para a região. Investigando também o que aconteceu com as áreas de preservação ambiental da região durante o processo de verticalização.


DIAGRAMAS

Elaboração de diagramas de perfil das ruas e da tipologia residencial existentes nos bairros Vila da Serra e Vale do Sereno, a fim de demonstrar a dinâmica presente na região de forma gráfica e de fácil entendimento. Análise do contexto urbano resultante do tipo de ocupação da região e de seus impactos nos espaços públicos. No intuito de esclarecer quais parâmetros têm influência na geração da falta de espaços de convivência externos às edificações.


ESQUEMAS COMPARATIVOS Elaboração de esquemas comparativos dos bairros Vila da Serra e Vale do Sereno com bairros verticalizados e densos de Belo Horizonte a fim de entender as relações entre público e privado, para determinar as deficiências dos bairros de Nova Lima no que diz respeito aos espaços públicos.


Topicos levantados do tema


Considerando-se os possíveis impactos climáticos advindos da verticalização, surgiu a preocupação deste estudo quanto ao padrão de ocupação assumido na região norte do município de Nova Lima, compreendida pelos bairros Vila da Serra, Vale do Sereno, Piemonte, Jardinaves, Jardim das Mangabeiras e Jardim da Torre. Esses bairros, localizados no limite político-administrativo entre os municípios de Nova Lima e Belo Horizonte (MG) , vivem, atualmente, um processo de rápida ocupação, verticalização e adensamento urbano, permitido após sucessivas mudanças na legislação municipal de uso e ocupação do solo. Em intensa verticalização, o Vila da Serra é ocupado por torres que beiram trinta pavimentos. Atualmente os bairros Vale do Sereno, Piemonte, Jardim da Torre, Jardim Mangabeiras e Jardinaves, são alvos do mesmo processo de expansão urbana e ocupação verticalizada. A grande oferta de lotes a baixo custo e em condições legais de ocupação, além da permissividade da legislação municipal quanto ao potencial construtivo na área, tornou a região atrativa ao mercado imobiliário. Contra todos os aspectos negativos de uma verticalização tão próxima a Serra do Curral, em área de cabeceira de rios e de vegetação nativa de campo rupestre, cerrado e mata atlântica, o poder público municipal não se opõe a essa ocupação, favorecendo a consolidação do processo de expansão da metrópole belo-horizontina (MENEGALE, 2002). O governo municipal estimula o crescimento da região, estabelecendo incentivos fiscais por meio de alíquotas inferiores às cobradas no município de Belo Horizonte ou a isenção fiscal por um período determinado, vantagens que se somam à localização dos bairros, próximos à zona sul da capital mineira (CRAVEIRO, 2005; MENEGALE, 2002).


Vale do Sereno: 
Ocupação urbana planejada, consciente e sustentável. Essas são as premissas do Vale do Sereno que conta com uma associação que aprova os projetos e mantém a qualidade de vida e segurança dos moradores. Todas as vias são asfaltadas e largas, toda rede elétrica, telefônica e de dados são subterrâneas. Os postes não têm fios aparentes, apenas iluminação. Guarita para controle de acesso.

Alto Belvedere:
Localizado no entorno da Avenida de Ligação (Acesso para a Vale), um dos pontos mais altos da região, o Alto Belvedere é a continuação das casas do Bairro Belvedere mas está em Nova Lima e já conta com alguns empreendimentos de altíssimo padrão.

Vila da Torre:
O acesso é pela Avenida de Ligação. Recentemente a PHV lançou e vendeu 100% do prédio residencial mais luxuoso de BH neste local. Segundo informou o diretor Paulo Henrique Vasconcelos, da PHV Engenharia, o trabalho compreende a recuperação de ruas erodidas com revitalização de dez vias, está sendo feito lentamente e sua concretização dependerá da demanda de vários proprietários que se associaram nessa empreitada. O Jardim da Torre possui 193 lotes e as obras, que deveriam ser executadas pela prefeitura, estão sendo feitas pela construtora a partir de um convênio para atender às demandas.

Jardinaves:
A região, hoje constituída por casas, espaço de eventos, escola e bares é muito arborizada com ruas de paralelepípedo e belíssima paisagem. Já estão sendo feitos os estudos iniciais de desenvolvimento sustentável da região. No futuro existirá um acesso ligando o Vila Naves ao Vila da Torre.

Jardim das mangabeiras:
Possui uma guarita de acesso ao lado do Vila Monte Verde e algumas casas com ruas de paralelepípedo ou de terra.

Textos Referência para TP

https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3843818/course/section/923498/JACOBS-Jane-1961-Morte-e-Vida-de-Grandes-Cidades%20%281%29.pdf

http://urbanidades.arq.br/2010/02/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/

http://www.archdaily.com.br/br/786817/jane-jacobs-e-a-humanizacao-da-cidade

http://www.ufrgs.br/propur/teses_dissertacoes/Andre_Silva.pdf http://prolugar.fau.ufrj.br/assets/cd10-cap3---publpriv.pdf


Autores Referência para TP

Jane Jacobs e Herman Hetzberguer

Importante relação dos dois autores sobre a relação entre espaço e homem. Enquanto uma apresentar o espaço como potencial local de apropriação ou degradação o outro mostra como a importância na organização do espaço pelo arquiteto com o intuito de gerar harmonia na relação do publico e privado, discorrendo sobre a gradação, formas convidadas e potencializado de recursos espacial.


Resenha "O tipo d Problema que é a cidade" - Jane Jacobs


No texto “O tipo de problema que é a cidade”, Jane Jacobs mostra que cada problema da cidade deve ser vista e analisada de forma individual, podendo em segundo momento ser correlacionada com outras problemáticas, mas cada tipo de problema deve ser definida antes mesmo da analise iniciar-se. As cidades são complexas, muitas vezes confusas, mas possuem sua organização próprias organização, dinâmicas e interrelacionadas. Na analise da cidade é importante ficar atento na identificação das problemáticas, pois uma única informação pode possuir diversas conotações com influencias diversas, assim é importante direcionar a analise. Originada pela concepção de Cidade Jardim, a teoria do planejamento considera a cidade como sistemas com duas variáveis, tendo um índice relacionado diretamente com o outro. Isso mostra uma analise simplista que não considera a complexidade das cidades e suas relações urbanas. O planejamento e o desenho urbanos, classificados por Jane como ortodoxos, são objeto de uma crítica radical. Segundo a autora, eles são responsáveis pela “Grande Praga da Monotonia” que assola espaços monumentais, padronizados, vazios, sem vida ou sem usuários, enfim verdadeiras “cidadelas da iniquidade”. Trata-se da “anti-cidade” ou da “urbanização inurbana”, fruto de uma pseudo ciência que é incapaz de olhar para a cidade real e aprender as muitas lições que ela pode transmitir a cada instante. Desprezam a vitalidade urbana e a interação entre os usos para se fixar em fronteiras formais. Buscam autonomia de bairros “acolhedores” e “voltados para si mesmos”, à moda das pequenas cidades ao invés de valorizar a diversidade e a potencialidade propiciada pela grande metrópole. Para Jacobs, a analise da cidade como principio das ciências físicas esta na contra mão do progresso do planejamento urbano, sendo necessário uma evolução para o reconhecimento da problemática. Para tanto é necessário refletir sobre os processos, esses que ocorrem simultaneamente com a cidade, a partir de espaços pequenos que envolvam uma menor quantidade de fatores para que se entenda o todo. A cidade é formada por diversas problemáticas e entender cada uma delas separadamente é necessário para o entendimento do conjunto. Sendo assim, o pensamento indutivo é necessário para evitar generalizações e conclusões equivocadas. As cidades são formadas por processos complexos.