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De Projeto Paisagístico
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Estudo Dirigido - Vídeos Yona Friedman

Ville Spatialle

O vídeo mostra uma instalação que representa uma construção baseada em módulos circulares - esféricos - que criam uma megaestrutura complexa sem o uso de elementos retilíneos. Os círculos representam figuras planas, quadrados, pentágonos, etc, que se juntam de forma simples e compõem estruturas flexíveis complexas sem seguir um padrão pré-determinado. Com isso, temos um objeto que é fruto de um módulo extremamente simples e maleável, o qual atende uma diversidade de fins dependendo da forma que é disposto.

Não é uma escultura, mas sim uma instalação interativa e mutável. O vídeo mostra uma visualização de um modelo em escala, mas que seria facilmente convertido em algo passível de construção se essa escala fosse dobrada.


About the City

O vídeo-texto discute a mudança urbana provocada pela evolução do nosso estilo de vida. As cidades, que antes eram compactas para conseguirem suprir demandas de segurança, serviços e comunição, se transformaram em sítios super-adensados onde o contato interpessoal se torna cada vez mais raro e obsoleto. Hoje, nós conversamos por celulares, e a segurança e os serviços foram sendo substituídas por ferramentas tecnológicas e virtuais. Vilas urbanas nascem como uma realidade onde as cidades são interligadas por redes de trêm intercontinentais, sem necessidade de novas construções. A terra contém mais contruções do que é capaz de manter. Propõe-se abrigos e construções transportáveis, modulares como Ville Spatialle.


Urban Space - Unesco

O espaço urbano é um produto criado por todos, mas especialmente pelos habitantes que o utilizam. A paisagem urbana é algo que vai além das definições feitas por arquitetos e outros profissionais. A cidade é repleta de construções sem beleza. Beleza que é definida no conteúdo. Conteúdo que não necessita de construções. Exibições podem existir sem museus. Mercados também. Montagens não precisam de galpões. Espaços publicos podem virar estádios, dotados de arquibancadas e usos diversos. Se construções não estão disponíveis, faca-as mais flexíveis. Transforme a paisagem em arte.


1950~2000 Life Condition

Debate-se as mudanças nas cidades no perídos de 50 anos. Megalópoles viraram um conjunto de cidades ainda mais distantes, linkadas com trens de altíssima velocidade. A Europa é o maior símbolo dessa mudança: cidades distantes no mapa, porém próximas em tempo de viagem. Essa grande cidade não precisa de fóruns para encontro, pois as pessoas se comunicam virtualmente. Norma constantemente debate a necessidade de se reduzir o quanto nós construímos, além da importância da flexibilidade dos espaços já construídos. Devemos aumentar o espaço disponível, com o mínimo de impacto no nível do pedestre. Construir menos e com mais inteligência: menos construções, menos densidade e mais uso flexível. A estética é um resultado do processo.


Architecture Without a Building

O homem moderno construiu, planejou e explorou a terra além de suas capacidades. É necessário mudar as regras, reduzir o número de edificações. Diversas construções são dispensáveis, principalmente aquelas cuja atividade pode ser realizada em qualquer lugar, como escritórios e montagens. As casas, por sua vez, poderiam ser redesenhadas pelos próprio usuário, que compraria módulos flexíveis. Edifícios públicos poderiam ser dispostos nas ruas, em contato com as pessoas.

Parte individual TP1b

A mineração é uma atividade necessária ao desenvolvimento do país, porém ela é uma atividade muito agressiva ao espaço em que ocupa. No âmbito ambiental, as minas afetam toda a camada superficial da área minerada, removendo camadas férteis de terra e deixando extensas áreas de estéril mineral, terra compactada pela movimentaçao de caminhões e máquinas, criam-se enormes cavas dotadas de íngremes taludes, além de uma lagoa de rejeitos do processo de enriquecimento do minério. Ao mesmo tempo, é comum que a atividade utilize águas subterrâneas para a sua atividade, ou seja, extrai-se grandes quantidades de águas puras de lençol freático e devolvem águas com alto teor de poluentes e metais pesados. Em caso de mineradoras que usam explosões em céu aberto, emite-se uma grande quantidade de particulado fino para a atmosfera próxima, afetando a qualidade do ar da região e, por consequência, a saúde respiratória do seus habitantes.

Além de aspectos ambientais, a mineração afeta a dinâmica econômica do município de várias formas, dentre elas: a atividade mineradora, caso seja a única atividade explorada na região, oferece um risco à viabilidade econômica do lugar conforme a mina se aproxima da exaustão. Além disso, é sabido que a atividade mineradora desistimula empreendimentos independentes que não se relacionam à cadeia do minério explorado.

Degradação de solo significa alterações adversas das características do solo em relação aos seus diversos usos possíveis, tanto estabelecidos em planejamento quando os potenciais (ABNT, 1989). Essa degradação é inerente ao processo de mineração, independente da atividade implantada na região. A vegetação é removida e a fauna é expulsa, camadas de solo fértil são perdidas, afetando também a vazão e absorção hídrica dos corpos d'água ali instalados. A intensidade da degradação irá dependar do volume, do tipo de mineração e dos rejeitos produzidos. Para que seja possível um novo uso da área, é necessário que ela esteja em condições de estabilidade física e química. A recuperação do solo degradado deve ser realizada através de ações no âmbito político, legislativo e social. É imprescindível inserir leis, diretrizes e definições de quem é responsável pela recomposição do espaço minerado, fatores que seguirão um projeto préveo de uso e ocupação daquele espaço.

Uma grande dificuldade na recuperação do solo é a revegetação do mesmo, pois a composição daquele solo não é favorável ao plantiu, pois esse se torna ácido e infértil. Os principais problemas oriundos da mineração são: poluição da água, poluição do ar, poluição sonora e subsidência do terreno. A mineração provoca externalidades, como alterações ambientais, conflitos de uso do solo, depreciação de imóveis circunvizinhos, geração de áreas degradadas e transtornos ao tráfego urbano. A recuperação de áreas é, frequentemente, associada somente ao restabelecimento da vegetação, o que é errado. A recuperação, quando feita segundo um plano prévio, possibilitará diversos usos, como agrícola, urbano, turístico, educativo, ou conservação. O planejamento é essencial, tendo em vista que ele permitirá a identificação de espécies, solo e quaisquer externalidades antes que aparecam.

A recuperação da área é de extrema importância mesmo que a área seja isolada, pois o solo estéril é rico em amônia (NH3), que pode desencadear processos de eutroficação em rios, ou uma série de processos anaeróbios no subsolo. Já a restauração é um conceito impossível de se alcançar, pois esse implica no alcance das condições iniciais do espaço anterior à extração.

Fonte: MOURA, Dalvino José de. Recuperação de áreas degradadas pela mineração