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De Projeto Paisagístico
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Resenha dos vídeos de Yona Friedman

Yona Friedman foi capaz de visualizar que nem sempre a solução dos problemas deve ser tratada com a construção de mais espaços ou ainda que essa solução deva ser oferecida como produto gerado na mente do arquiteto ou outro profissional que venha a propor esta solução. Porque os espaços são definidos a partir do uso que as pessoas dão para eles, exercendo uma função que vai muito além do que aquela projetada pelo arquiteto. Uma das situações usadas como exemplo dessa lógica é o fato de que pessoas que trabalham em escritório usando o computador podem se instalar em suas próprias casas e não necessariamente há a necessidade de se construir mais espaços para abrigar uma atividade que exige essencialmente apenas o computador para ser desempenhada. A produção do espaço de forma participativa é apresentada por Friedman como uma solução para mesclar a identidade das pessoas nos espaços em que elas estarão ocupando, sendo ele privado ou público. Ele menciona ainda como as práticas de comércio e cultura podem ser especializados de forma a se aproximarem das pessoas em espaços públicos, abertos de forma mais simples e corriqueira ao invés de se localizarem dentro de grandes construções. Além disso, Yona Friedman aborda a questão de como a vida nas cidades tem se transformado ao longo do tempo mas a produção de cidades não acompanhou essas mudanças. Os agentes, atores e situações já não são mais os mesmo de quando surgiram as primeiras cidades, as necessidades se modificaram, os problemas se transformaram e a tecnologia disponível se ampliou enormemente. A segurança não será mais resolvida através da densidade e a construção de grande muralhas em volta desses núcleos de concentrações de pessoas. Da mesma forma que o encontro já não acontece mais em grandes praças e muito mais em pequenos cafés e através de aparelhos eletrônicos. De forma geral, Friedman faz uma crítica para além de seu tempo e aponta como a simbologia da construção de enormes edifícios e da organização das cidades modernas é puramente sobre poder e hierarquia e não sobre as pessoas que vivem naquela cidade.