Usuário:Priscilaz

De Projeto Paisagístico
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AGRICULTURA URBANA

A medida que as cidades crescem, cresce a demanda por alimento, dentre eles não somente os grãos, vindos de enormes fazendas de produção, mas de carne. E para alimentar o gado que alimenta uma cidade um terço dos grãos da fazenda vão para os animais que os humanos comem. Portanto o crescimento das cidades é junto ao crescimento de consumo de carne, e consequentemente dos campos de produção, acarretando em uma enorme devastação de florestas. Além disso, em uma parte do mundo uma quantidade absurda de alimento é jogada fora, enquanto em outra parte há pessoas passando fome. A solução é vista desde 10.000 anos atrás, quando se tem o início da agricultura e do urbanismo, convivendo juntos. Atualmente existem muitos programas, e inúmeras situações pontuais de cultivo de alimento dentro de cidades, como hortas urbanas, hortas comunitárias, entre outros. E iniciativas como o Gotham Greens, que são mercados que produzem alimentos no local, de forma sustentável e saudável, sem pesticidas e com uso renovável de recursos.

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O potencial de se ter agricultura em cidades é enorme, inovações tecnológicas estão cada vez mais presentes, estacionamentos, coberturas desutilizadas, terrenos vazios, praças, todos estes espaços têm potencial enorme para a produção de alimentos, que podem abastecer um grande número de pessoas. Com produções dessa escala, tende-se a diminuir o consumo de alimentos que provem de grandes distancias e têm um gasto energético muitas vezes maior, tanto em produção, transporte e desperdício. Os alimentos provenientes de fazendas urbanas tendem a ser mais saudáveis, mais frescos e de uma grande ajuda ao meio ambiente. É preciso olhar a cidade e identificar nela que qualquer espaço hoje subutilizado pode ser área de produção. Como no caso de Cuba onde é interessante notar que quando houve a escassez de alimento, devido a problemas na distribuição, os habitantes decidiram plantar sua comida onde fosse possível, com isso politicas urbanas foram implementadas como o Departamento de Agricultura Urbana, onde levou a cabo algumas ações chaves: “(1) adaptou a normativa incorporando o planejamento do Usufruto, tornando não somente legal, mas também livre para adaptar terrenos sem uso e públicos a disposição de potencial território produtivo; (2) treinou uma rede de agentes de extensão, membros da comunidade que monitoram, educam e incentivam a construir hortas comunitárias nos bairros; (3) criou “seedhouses” (casas de sementes) para prover recursos/informação; e (4) estabeleceu uma infraestrutura de venda direta de Mercados Agrícolas para tornar estas hortas rentáveis.”

Relacionando o tema à área de interesse, existem propostas bastante pertinentes ao uso de agricultura urbana na região do Calafate,como é o caso de São Francisco, que aprovou uma lei que diminui os impostos de terrenos baldios que possuem horta comunitária. Dessa maneira, São Francisco torna-se a primeira cidade dos Estados Unidos a oferecer incentivos fiscais para promover a agricultura urbana.

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No caso do Japão é inaugurado hortas urbanas em estações de trem, situação bastante favorável na Região do Calafate. Há também a possibilidade do uso da topografia e das linhas de trem para uso de tal prática, com a implementação de muros horta.

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