Grupo 2 2015.1

De Projeto Paisagístico
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13 de Maio

  • observou a declividade do bairro
  • acessibilidade das ruas
  • estudar o material da OUCACLO
  • trabalhar a parametrização (definir parâmetros de desenho urbano)


OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ANTÔNIO CARLOS - REGIONAL NORDESTE (CACHOEIRINHA)

ÁREA: área em estudo abrange a porção da Av. Antonio Carlos a partir do encontro com a av. Bernardo Vasconcelos até o encontro com o Anel rodoviário. (arredores dos bairros cachoeirinha)

DIAGNÓSTICO:

Devido à sua localização bem próximo à Avenida Antônio chegam a passar cerca de 30 linhas de ônibus com os mais variados destinos que atendem a um imenso número de moradores e facilita o acesso ao bairro.

Local de passagem, cujos acessos principais se agregam na região entre Antônio Carlos, Anel Rodoviário e Bernardo Vasconcelos, vias de grande tráfego que articulam bem os acessos aos outros bairros próximos da região, como o Renascença, Concórdia, São Cristóvão, Aparecida e Santa Cruz. As mudanças mais atuais do bairro Cachoeirinha foram implantadas depois de consolidada a Avenida da Pampulha (entre 1940 e 1941), hoje conhecida com Avenida Antônio Carlos. A construção dessa avenida facilitou muito o acesso às regiões de Venda Nova e da Pampulha e favoreceu a ocupação de bairros que margeavam a avenida, principalmente na área do Cachoeirinha. A presença dessa via na região reforçou sua importância como local de passagem de pessoas indo e vindo de um lado a outro da cidade, o que pode ser uma solução ou o início de um novo problema, que será discutido nas próximas páginas desse trabalho.

Na região norte da área – próxima ao Anel Rodoviário – tem-se a concentração de média baixa renda. Tal fato pode ser explicado pela concentração de galpões (baixa densidade demográfica); pela possível, e recente, agregação do local ao bairro – dada pela iniciativa da prefeitura de retirar a população da região para duplicação da Av. Presidente Antônio Carlos; e pela existência da Vila Cachoeirinha IV com grande concentração de pessoas com baixa renda – média de 2,3 salários mínimos.(informação obtida pelo Censo Demográfico de 2000, IBGE.)


O Bairro Cachoeirinha, foi originalmente formado por uma ocupação operária, e apresenta forte caráter residencial. Dessa forma, temos que há uma grande demanda por um comércio de abastecimento local, que seja capaz de suprir as necessidades dos seus moradores. No entanto, por encontrar-se próximo a vias arteriais de grande porte (como as avenidas Antônio Carlos, Bernardo Vasconcelos e Anel Rodoviário), podemos denotar uma tendência à agregação de um comércio de médio a grande - de atendimento municipal - porte nas regiões próximas a elas, como pode ser observado no mapa a seguir, onde destacamos as concentrações comerciais de maior relevância, classificando-as. A zona comercial próxima ao Anel Rodoviário caracteriza-se por seu caráter comercial de grande a médio porte, com a forte presença de grandes galpões, cujos serviços alcançam uma esfera não só local, como também municipal.

Andar no bairro é, em certos momentos um tanto confuso. Embora ele tenha uma localização central e acessos bem desenvolvidos, pudemos perceber que as obras estruturantes promovidas pelo governo municipal na região acabaram por, de certa forma, ignorar o bairro, tornando seu entorno –Av. Antônio Carlos- uma rodovia de fluxo ainda maior desde a sua duplicação e no entanto, deixando que o bairro sofresse as consequências negativas disso sem que fossem feitos projetos de grande porte para intervenção no interior do bairro. As ruas mais internas ao bairro que recebem menos tráfego são muitas vezes estreitas e tortuosas, e até mesmo com inclinações que dificultam acessos e passeios. Embora muitas das vias implantadas no bairro tenham seguido a morfologia e as potencialidades da cada região, não conseguimos ver essa medida adotada com 100% de eficácia no bairro. Ruas de grandes inclinações não apenas se tornam difíceis para os carros na subida para o acesso das regiões superiores, como também quase impossibilitam o tráfego de pedestres, que preferem encontrar caminhos alternativos para seus destinos do que subir as grandes elevações no bairro implantadas.

A violência se apresenta como um resultado do impacto das obras na Avenida Antônio Carlos, que causou muitas desapropriações provavelmente sem auxílio devido do governo. Outra questão é que as obras desestimulam a passagem de pedestres, diminuindo seu fluxo e a noite a iluminação se torna menor que o comum, gerando pólos de atração para a criminalidade, como diz o artigo do jornal Estado de Minas, publicado em 05 de Julho de 2012, “Desligamento da iluminação pública na Antônio Carlos, por causa das obras do BRT, aumenta criminalidade e assusta moradores.”.

Analisando a região e as propostas da prefeitura para tal área, montamos o seguinte resumo para estudo, e logo depois as criticas e as primeiras tentativas de melhora.

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A prefeitura tem várias ideias que sim, melhorariam a condição de vida nesse pedaço do bairro Cachoeirinha. Mas pensamos que determinados locais, não precisam necessariamente seguir o que a prefeitura diz. Certas áreas que continuariam a ser zonas de adensamento restrito por falta de recursos, poderiam oferecer os recursos para que a densidade populacional aumentasse naquela área, isso porque é uma região próxima a grandes corredores viários, sendo o principal deles a avenida Antônio Carlos, e por isso tem estrutura para receber mais pessoas. Desde que as vias sejam alargadas podendo assim, aumentar o acesso ao bairro e trazer, novas linhas de ônibus internas e é claro o aumento de distribuição de água e outros recursos acompanharia tal mudança.

A situação atual das vias é essa:

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Como podemos ver a maioria delas possuem passeios muito pequenos, de menos de 2m de largura. Essa seria uma das principais mudanças para a área. Aumentando o número de pessoas transitando na área precisamos aumentar as calçadas e os equipamentos públicos que ficam nelas.

A nossa proposta inicial de adensamento seria assim:

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Os quarteirões lindeiros a Antônio Carlos seriam Quadra praça, como descreve a prefeitura, sendo áreas muito adensadas e sem acesso de carro pela principal via. Um quarteirão que priorizasse o pedestre que poderia se sentir atraído para entrada no bairro.

Alguns quarteirões seguintes, seriam Quadra galeria, também seguindo o modelo da prefeitura. Funcionariam como os centros das unidades de vizinhança, abrangendo o comércio local e mais uma vez ajudando ainda mais no adensamento da área.

A parte demarcada de amarelo é uma área de favela. A princípio pensamos em uma área ZEIS, para que a situação das pessoas que morem alí melhorasse mas sem ter que retira-las dalí. Analisando melhor a nossa proposta, pensamos que essa quadra seria ideal para se transformar em uma Quadra de desenvolvimento, também como a descrita na cartilha da prefeitura, ela propõe que esse tipo de quadra ocorra em áreas de fácil deslocamento de produtos. A princípio ela foi criada para acontecer no bairro São Francisco, mas as condições alí existentes são as mesmas, por isso achamos que a favela deveria ser removida e esse local se tornasse uma quadra de desenvolvimento.

Como vamos mudar o modelo de adensamento criado pela prefeitura, precisamos de fonte de renda para financiar as obras viárias que aconteceram alí, precisamos de atrair investidores para área, e de principalmente aumentar a procura por habitações no local.

O resto dos quarteirões não continuariam a ser ZAR, eles se tornariam outro modelo de adensamento criado pelo grupo, esses modelos visam garantir a permanência de algumas construções já bem fixadas no local, neles serão construídas habitações de interesse popular para realocar as pessoas que saíram da favela em uma área próxima a que estavam, e o objetivo principal é aumentar a qualidade de vida dos moradores.

Modelos de loteamentos que permitam grandes construções verticais que deixem o solo mais livre, o quarteirão mais permeável. Essa permeabilidade do quarteirão servirá não apenas para passagem das pessoas, mas também de fonte de renda para quem vive alí, já que o maior incentivo girara em torno da agricultura urbana. Queremos que grande parte desses quarteirões possuam área para plantio e coleta de legumes e hortaliças que sirvam de fonte de renda para quem disponibilizou uma parte de seu lote para tal empreendimento. Como isso será feito? Os investidores que construírem em áreas superiores a de um lote, e que construam edifícios com pequenas projeções no solo, ganharam um aumento no coeficiente de aproveitamento. Terá também um incentivo para a construção de habitações populares, que será feito com a isenção de determinadas taxas do processo de construção. Exemplos seguem abaixo de acordo com um dos quarteirões já existentes, que por não possuir residências bem alocadas tem maior chance de sofrer mudanças futuras.

O quarteirão em imagem do Google maps:

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O tipo de habitações que existem nele:

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Percebemos que coexistem casas boas, com construções ainda inacabadas. Prédios de três a quatro andares e casas. Ou seja o adensamento ainda não é grande e a chance de mudanças ocorrerem nessa região ainda é considerável.

Abaixo são modelos de loteamentos criados para esse quarteirão: Primeiramente supondo que toda a área fosse fosse demolida (claro que uma proposta muito útopica), a área fosse loteada novamente. O objetivo seria deixar uma área permeável interna que poderia ter acesso ao público ou não. Nesse caso os moradores da quadra poderiam plantar e colher nos fundos de suas casas. Os passeios já estariam com um tamanho maior de 3,00m e os lotes teriam em torno a medida de 12x30.

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Nesses outros casos seria o que poderia ir acontecendo aos poucos, a medida que os empreendedores fossem atraídos para a área mais e mais prédios seriam construídos, e caso algumas casas não cedessem a poder imobiliário elas acabariam convivendo com essa grande quantidade de edifícios altos:

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Depois de analisar as nossas propostas chegamos a ideia das Super Quadras de Brasília, claro que de uma maneira reduzida e simplificada queríamos aplicar na nossa região esse mesmo modelo que já existe em Brasília. Se trata de um alto adensamento da população em prédios, que estariam cercados de todos os equipamentos básicos necessários. Assim o uso do automóvel fica menor, e quando as pessoas dalí precisarem se deslocarem para o resto da cidade elas podem usar o transporte público, que existe em grande quantidade na Antônio Carlos. O nosso modelo de quadra dá preferencia ao pedestre e incentiva a criação de hortas urbanas para uso dos próprios moradores.


A PROPOSTA

O plano original da operação urbana consorciada propõe para a área em estudo quatro tipologias de quadra, A quadra praça, a quadra galeria, a quadra de desenvolvimento e as quadras de zona de amortecimento (OM3). Nossa proposta se baseia na substituição das quadras de zona de amortecimento por uma nova tipologia de quadra, a Super Quadra Residencial (SQR). como pode ser observado no mapa abaixo:Sem título.jpg

Nossa proposta se baseia na substituição das quadras de zona de amortecimento por uma nova tipologia de quadra, a Super Quadra Residencial (SQR). Essa tipologia foi criada com o intuito de incentivar com qualidade o uso residencial e o adensamento no bairro. Dentre várias características que a define, a SQR conta com uma legislação de incentivo para o uso de agricultura comunitária nas coberturas dos prédios. Para que esse incentivo ao adensamento não seja prejudicial é preciso garantir que a infraestrutura local consiga atender as novas demandas, por isso, a proposta engloba também medidas de infraestrutura como o alargamento de vias e passeios. Além disso estamos realocando a população de baixa renda, que hoje reside na área onde está proposta a quadra de desenvolvimento, nas super quadras residenciais ao longo da área em estudo.Os quarteirões foram escolhidos de acordo com o tipo de edificação existente ali, pois como citado anteriormente, é mais fácil criar situações de ocupações novas, aonde não existem construções bem estruturadas.

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CONCEITOS/DEFINIÇÕES

A Super Quadra Residencial é um modelo de ocupação proposto que visa incentivar o uso residencial através de um processo de substituição de tipologias residenciais e renovação do espaço.Em linhas gerais, a Quadra Central deve atender às seguintes diretrizes:

• Agrupamento total dos lotes de uma quadra

• Reduzir o impacto das áreas de estacionamento na volumetria das edificações, incentivo a estacionamentos subterrâneos (locação de 50% das vagas no subsolo e 50% em estacionamentos ao ar livre / 2 vagas por unidade habitacional); o térreo dos edifícios obrigatoriamente deverão ser pilotis de uso comum.

• Estimular a vivacidade dos espaços públicos, priorizando-se a implantação de quadras de esportes e mini praças ao longo da super quadra.

•Garantir a implantação de percursos de pedestres internos às quadras, para reduzir as distâncias dos percursos a pé e possibilitar a apropriação coletiva dos espaços de uso público; separação do tráfego de veículos e do trânsito de pedestres dando acesso a todos os prédios, e, por conseguinte, apenas um ponto de contato entre o interior da superquadra e o restante da cidade.

• Estimular a implantação de empreendimentos com maior número de unidades habitacionais de pequeno porte, estimulando o adensamento populacional na área

•Garantir a implantação da prática da agricultura urbana. Cada edifício deverá utilizar a sua cobertura para a implantação das hortas.

•15% da área total da super quadra deverá ser de projeção de edificação. 25m de afastamento mínimo entre os edifícios

•30% da área total da super quadra deverá ser de área livre/pavimentada

•55% da área total da super quadra deverá ser área verde.

METODOLOGIA

A partir de conhecimentos teóricos adquiridos através da leitura e discussão crítica de textos, e em dados disponibilizados pela Prefeitura de Belo Horizonte e pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi possível fazer uma análise urbanística, física e socioeconômica do bairro. Foram levantadas questões e hipóteses acerca de aspectos significativos para a compreensão do bairro, além de identificar suas particularidades, problemas, potencialidades e questões relevantes, com o intuito final de criar propostas e intervenções urbanísticas que transformem o bairro, de modo a melhorar a vida dos seus habitantes e sua relação com o entorno.

COMPOSIÇÃO PROJETUAL/REPERTÓRIO DE PROJETO

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