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De Projeto Paisagístico
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Análise sobre a Praça da Savassi - Novo desenho e Implicações (link para o trabalho)

1. INTRODUÇÃO O objetivo deste estudo é investigar, a partir de análise entre momentos anteriores e posteriores às reformas de 2012, o espaço da praça Diogo de Vasconcelos, popularmente conhecida como praça da Savassi. A análise será direcionada à compreensão do novo desenho e à identificação de problemáticas que surgiram durante e após a reforma. Para tal, a pesquisa decorrerá do levantamento de informações sobre o histórico da praça, de dados já levantados em trabalhos que abordam o espaço, de material produzido a partir das visitas de campo e do contato com frequentadores. Pretende-se então evidenciar dados e traçar uma análise crítica a partir dos resultados da pesquisa presentes no processo de entendimento do histórico e do que os indicadores sugerem como resposta ao novo desenho. Com base na análise feita o trabalho desencadeará na produção de montagens como forma de expressão artística e de representação dos estudos feitos sobre a paisagem em questão.

2. HISTÓRICO A Praça da Savassi, Diogo de Vasconcelos seu nome original, é o espaço conformado pelo cruzamentos das avenidas Getúlio Vargas e Cristóvão Colombo, localizada no bairro da Savassi em Belo Horizonte. O nome da praça e da região, como hoje é atribuído, surge posterior a inauguração, em 1940, da Padaria e Confeitaria Savassi dos irmãos Hugo e Juca Savassi. Com o passar dos anos outros comércios surgiram na região, livrarias, bares e cafés faziam parte da paisagem da Savassi, a qual tinha lugar importante no meio boêmio e intelectual da época. Situada na Região Centro Sul de BH o bairro carrega, desde o início, a característica de um local utilizado por uma parcela social mais favorecida economicamente e apesar de sua ocupação ter assumido um caráter mais de serviços e lazer, é um bairro de uso misto, onde comércio e residências dividem espaço, embora separados por áreas que evidenciam usos mais característicos. A reforma de 2012 teve como uma das justificativas a preparação de Belo Horizonte para a copa do mundo de 2014, a capital sediou jogos do evento esportivo. Antes disso, a praça era o cruzamento das avenidas ditas acima, desenho presente em outras praças da cidade – Praça Sete de Setembro, Praça ABC, Praça Tiradentes. Após a reforma, a praça se expande, onde quatro quarteirões foram fechados no contorno da praça, nas Ruas Antônio de Albuquerque e na rua Rua Pernambuco, e transformadas em calçadão com mudanças no paginação do piso, com inserção de equipamentos urbanos (bancos e mesas) e fontes artificiais. O cruzamento, o qual abrigava o obelisco, hoje situado na Praça Sete de Setembro, teve mudança na pavimentação, onde o asfalto deu lugar para piso de uso compartilhado, embora não tenha resolvido muito a relação do carro com o pedestre em relação a imposição do primeiro ao uso do espaço tratado. Alguns motivos fizeram com que a aceitação do projeto fosse difícil por parte da população, o financiamento da obra foi custeado parcialmente pelo Pátio Savassi, motivo pelo qual há críticas quanto ao desenho do projeto, comparando-o a uma praça de alimentação a céu aberto, com influências em outras soluções presentes. A reforma não passou por consulta popular, desconsiderado a necessidade e opinião de lojistas, os quais seriam afetados diretamente desde o início da obra. A obra durou mais do que o previsto e teve todos os seus quarteirões quebrados de uma vez e por fim um a um foi sendo refeito, motivo pelo parte das lojas foram fechadas com justificativa de enfraquecimento das vendas. Pós reforma, outro ponto que hoje segue como sendo dificultador da permanência de algumas lojas, é o aumento dos aluguéis da área, apontado como consequência da reforma, visto a valorização da região. É importante apontar que além dos motivos citados como justificativa do enfraquecimento ou grande rotatividade do comércio no espaço abordado, o Brasil segue em crise nos últimos 4 anos. �

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